sábado, 30 de outubro de 2010


A PEDOFILIA NA VISÃO DE FREUD
1ROSEMERE REBOLO BARBOSA
                                                                                        Aluna do Curso de  Especialização
                 Em Filosofia e Psicanálise
                     NEAAD/UFES
RESUMO
O aumento e a extensão dos casos de agressões sexuais em nossa sociedade tem elevado os esforços no sentido de compreender este tipo de violência. A pedofilia é um desses casos de agressão sexual com o qual nós temos nos defrontado quase que diariamente em notícias de jornais e revistas. Pesquisas têm sido realizadas em várias áreas (Psicologia, Psicanálise, Psiquiatria, Medicina, entre outras), resultando em medidas de ordem preventiva e em intervenções propriamente dita. Este artigo busca entender e analisar a Pedofilia com o olhar da Psicanálise, utilizando os estudos e abordagens de Sigmund Freud, na tentativa de entendermos melhor esta perversão que assola a humanidade, estabelecendo relações com a teoria da sexualidade.
Palavras chaves: Pedofilia- Psicanálise- Freud- Perversão - Sexualidade

ABSTRACT

The increase and extension of the cases of sexual assault in our society has increased efforts to understand this kind of violence. Pedophilia is a case of sexual assault with which we have faced in the news almost daily in newspapers and magazines. Research has been conducted in several areas (Psychology, Psychoanalysis, Psychiatry, Medicine, and others) resulting in order preventive measures and interventions in itself. This article seeks to understand and analyze the Pedophilia with the look of Psychoanalysis, use studies and approaches of Sigmund Freud, in an attempt to better understand this perversion that destroys humanity by establishing relations with the theory of sexuality.
Keywords: Pedophilia-Psychoanalysis-Freud-Perversion - Sexuality



1-INTRODUÇÃO
A pedofilia segundo a Organização Mundial da Saúde é a ocorrência de práticas sexuais entre um indivíduo maior de 16 anos com uma criança na pré-puberdade.
Sabe-se que a pedofilia já existe desde a Grécia Antiga quando várias pinturas já eram exibidas com pessoas adultas fazendo sexo explícito com adolescentes. O sexo dos efebos e as aventuras eróticas dos adultos eram consideradas como um rito de passagem da infância à adolescência. Esse ritual iniciático, inscrito num contexto social e ideológico, representava as obrigações cívicas e legais que os jovens deveriam seguir.
Em vários mosteiros budistas, ainda hoje, pessoas mais novas dormem com pessoas mais adultas.
Por um bom tempo, o olhar sobre a sexualidade infantil ficou restrito à sensibilidade dos filósofos e dos pintores da Idade Média, mas só a partir de Freud que o mundo ocidental visualizou a dimensão das manifestações sexuais da infância. Até então, essas eram consideradas um fator latente e que, se fossem despertadas pelo adulto, poderiam trazer conseqüências terríveis.
Do ponto de vista psicanalítico a pedofilia representa uma perversão sexual que envolve fantasias sexuais da primeira infância abrigadas no complexo de Édipo. Este termo, perversão, é utilizado pela psiquiatria para designar condutas sexuais que seriam desviantes em relação a uma norma sexual e social.
2Freud nos lembra que, sob a influência da sedução, o pequeno ser “induzido a todo tipo de limitações sexuais”, desenvolve uma disposição perversa poliforma em relação ao objeto de satisfação, ou seja, o desejo da criança se espelha no objeto sexual, onde a relação é a primeira fantasia dela e procura explicar para si, tudo o que diz respeito à origem dos bebês, da vida. Pertencente à organização pré-genital, a perversidade infantil representa um dos tabus da sexualidade da cultura ocidental.
Segundo Freud “ a pedofilia representa uma escolha narcisista do objeto, isto é, o pedófilo vê uma criança como uma imagem espelhada dele mesmo quando criança.
Este artigo constitui uma elaboração teórica a respeito dos estudos desenvolvidos pela Psicanálise, especialmente por Freud, no sentido de nos revelar os motivos pelos quais o pedófilo, de forma devastadora, desrespeita todos os direitos e a moral de uma criança, já que os índices de pedofilia aumentam a cada dia, assolando o mundo inteiro , apesar deste distúrbio existir há muito tempo.
A maioria dos cidadãos permanece desinformada em relação às vicissitudes do desejo na pedofilia, seja pelo tabu do incesto e vergonha social que inibem a investigação ou pela dificuldade dos pais e educadores de lidarem com as manifestações da sexualidade infantil.

2-COMO SURGIU A PEDOFILIA3
Desde a Grécia antiga, várias pinturas já eram exibidas com pessoas já adultas fazendo sexo explícito com adolescentes. Em vários mosteiros budistas essa tradição ainda existe de pessoas mais novas dormirem com pessoas mais adultas.
Na China, castrar meninos para vendê-los a ricos pederastas foi um comércio legitimo durante milênios. No mundo islâmico, a rígida moral que ordena as relações entre homens e mulheres foi não raro compensado pela tolerância para com a pedofilia homossexual. Em alguns países isso durou até pelo menos o começo do século XX, fazendo da Argélia, Por exemplo, um jardim Das delícias para os viajantes depravados. Em épocas mais antigas, como no renascimento e durante a idade média, o casamento com crianças era comum pela criança ter o jeito mais adorado de ser, por serem mais bonitas, com as maçãs dos rostos bem rosadas e por terem cabelos longos. Várias mulheres casavam-se na puberdade ( Jornal, O Globo,27 de abril de 2002).
De acordo com o site Wikipedia, na Grécia Antiga as crianças ou adolescentes eram molestados constantemente por adultos que na verdade não sentiam amor, o casamento era somente uma ferramenta para que os pedófilos pudessem usar.
Os maridos eram escolhidos pelos pais, a casamento era só um tipo de convenção, pois as práticas homossexuais eram freqüentes. Havia também os escravos e escravas, que eram destinados à prática sexual.
No Oriente Médio, a Pedofilia faz parte dos costumes do povo, onde meninas de quatorze anos já constituem matrimônio. Esse matrimônio, para eles, é como se fosse um costume social, além de ser disseminado pelo Oriente Médio todo, é incentivado por razões religiosas.
Por toda parte onde a prática da pedofilia recuou, foi a influência do cristianismo e praticamente ela só, que libertou as crianças desse jugo temível.

4DEFINIÇÃO
É definido, pela Organização Mundial da Saúde, como a ocorrência de práticas sexuais entre um indivíduo maior de 16 anos com uma criança na pré-puberdade.
A Psicanálise encara a pedofilia como uma perversão sexual. Não é uma doença, mas sim uma parafilia, um distúrbio psíquico que se caracteriza pela obsessão por práticas sexuais não aceitas pela sociedade, como o exibicionismo e o sadomasoquismo. Muitas vezes o pedófilo apresenta uma sexualidade pouco desenvolvida e teme a resistência de um parceiro em iguais condições. Sexualmente inibido, escolhe como parceiro uma pessoa vulnerável.
Há no mundo muitos pedófilos que não precisam cometer atos sexuais com crianças, para eles bastam fotos em revistas ou imagens de crianças, que gera na pessoa um grande desejo sexual. Atuam somente em seus desejos, não tendo coragem de praticar suas fantasias com as crianças. Por isso nem todo pedófilo é um agressor.
Essa pessoa que pratica a pedofilia é uma pessoa aparentemente normal para a sociedade, o que facilita sua atuação. Muitos têm seus relacionamentos normais com adultos, e não uma fixação erótica somente por crianças, mas são completamente amantes do sexo. Na maioria dos casos esses indivíduos não agridem fisicamente as crianças, mas acaba seduzindo as mesmas e conquistando sua confiança.

3- UM OLHAR PSICANALÍTICO
       A perversão é um termo derivado do latim ( pervertire) utilizado na psiquiatria para designar condutas sexuais que seriam desviantes em relação a uma norma sexual e social. A partir do século XIX, foram incluídas entre as perversões práticas sexuais diversificadas como zoofilia, pedofilia, feitichismo, masoquismo, exibicionismo, etc. Freud, a partir de 1896, adotou este termo como um conceito da Psicanálise, constituindo-o em uma estrutura, assim como a neurose e a psicose (Roudinesco, 1998 ).
Em sua obra Três Ensaios sobre a teoria da Sexualidade ( 1905 ), ele centrou a sexualidade normal na questão da genitalidade, caracterizando a perversão por pulsões parciais. Neste contexto, a pedofilia é então, colocada como um desvio ao objeto sexual, sendo estas pessoas sexualmente imaturas, como será explicado adiante.
A partir de 1915, Freud fez diversas mudanças em sua concepção inicial de perversão, passando de uma descrição a uma explicação de como essa estrutura estaria organizada como base em defesas de recusa da realidade e de clivagem, isto é, este processo se daria através do que o autor chamou de renegação ou desmentida, segundo Lacan. A renegação seria um mecanismo de defesa utilizado pelo sujeito a fim de fazer com que coexistam duas realidades contraditórias: a recusa e o reconhecimento da ausência do pênis na mulher (Roudinesco, 1998).
Logo, o reconhecimento da mulher como um ser castrado implicaria ao homem enfrentar seus próprios temores de castração, algo que o perverso não conseguiria suportar por colidir com suas fantasias de onipotência. Assim, a partir daí, suas relações desenrolar-se-iam tratando os sujeitos como objetos, sendo esta a forma de garantir a onipotência e recusar a possibilidade de castração.
5Com relação especificamente à pedofilia, ela seria pertencente à estrutura de perversão na medida em que também ocorreria devido a processos de clivagem e recusa, sendo que a clivagem não diz respeito apenas à construção da sexualidade, mas principalmente ao eu ( Ferraz, 2000). Como conseqüência dessa cisão, de uma forma aparente, o pedófilo conseguiria ter uma vida considerada “normal” segundo os parâmetros sociais, como se aceitasse a angústia de castração. Entretanto, sua verdadeira forma de vida seria aquela em que, devido a fixação em uma sexualidade pré-genital, pessoas ainda não desenvolvidas sexualmente (Hachet, 2005 ) que, por sua vez, ainda não atingiram uma sexualidade genital, constituiriam objetos descartáveis, permitindo o sentimento de poder e triunfo do pedófilo sobre a realidade ( Ferraz, 2000 ).
Nos Três Ensaios para uma Teoria da Sexualidade, 1905, Freud escreve que a opinião popular “acredita” com firmeza, que falta, em absoluto, na infância a pulsão sexual e que essa só se manifestaria na puberdade. Desde então, a irrupção sexual na infância tem sido estudada pelos psicanalistas, sendo, hoje, um consenso que a criança se constitui na fonte da pulsão e do desejo do Outro, conceito que designa a função simbólica da linguagem determinante na constituição do sujeito. As considerações convencionais sobre a inocência perderam terreno, porque a primeira infância é palco da “sexualidade perversa poliforma”, pivô dos conflitos edípicos.
Pertencente à organização pré-genital, a perversidade infantil representa um dos tabus da sexualidade da cultura ocidental.
As crianças, ávidas por saber, pesquisam e indagam sobre tudo o que for relativo ao enigma da sexualidade. Essa curiosidade desperta uma incessante procura de novos significados e as fantasias sexuais expressam, com nitidez, a adesão aos grandes temas infantis: o nascimento e a morte.
Se a negligência imperou por século e, depois o cuidado e a atenção traçou um período de preservação da vida das crianças, hoje temos pela frente uma forma distinta de ameaça à infância.
A pedofilia, do ponto de vista psicanalítico, representa uma perversão sexual que envolve fantasias sexuais da primeira infância abrigadas no complexo de Édipo, período de interna ambivalência da criança com os pais. O ato pedófilo caracteriza-se pela atitude de desafiar a lei simbólica da interdição do incesto. O adulto seduz e impõe um tipo de ligação sigilosa sobre a criança, na tentativa de mascarar o abuso sexual.
Num artigo de Freud intitulado “Os Delinqüentes por sentimento de culpabilidade”, de 1916, vimos de que maneira a psicanálise se conecta com o campo jurídico, procurando esclarecer a subjetividade do criminoso. Freud investiga a relação do delinqüente com o sentimento de culpa edípico, expressos por fantasias inconscientes dos crimes humanos como “ o assassinato do pai e o incesto com a mãe”, considerados abomináveis na espécie humana.
Em Totem e Tabu, de 1913, Freud nos aborda sobre alguns pontos de concordância entre a vida mental dos selvagens a o dos neuróticos. Nesta obra ele procurou destacar o homem primitivo pela via da estética, “pelo legado dos movimentos e utensílios, pelo que restou da arte, da religião e da concepção da vida”, na tentativa de deduzir os vestígios do totemismo remanescentes da infância. Os sintomas neuróticos e as fantasias sexuais infantis encontravam eco no estágio inaugural do registro da lei do Pai, narradas entre as lendas e os mitos da história do homem.
O horror ao incesto, verificado entre os selvagens e os neuróticos, significa a manifestação que põe em relevo a função do pai como suporte da lei simbólica.
6Freud nesta obra aponta relações entre o desenvolvimento da civilização e a repressão dos instintos. Tendo como principais elementos contribuintes sua hipótese da horda primeva e da morte do pai primitivo, hipótese esta desenvolvida a partir de idéias de Darwin que relata uma estrutura selvagem onde um pai hostil detinha o poder do grupo expulsando os filhos a medida em que estes se desenvolviam a ponto de despistar as fêmeas e seu lugar no grupo.
Ele remonta o nascimento da civilização onde a religião tem um papel fundamental. Derivada do animismo e do sistema totêmico, para Freud, a religião faz parte do mecanismo de repressão dos instintos e impulsividades humanas.
Os cerimoniais, os ritos, os sacrifícios realizados constituíam uma maneira encontrada pelos primitivos para canalizar essa energia reprimida. Em o Mal – Estar na civilização, Freud reafirma essa idéia colocando a religião como um dos artifícios utilizados pelos homens para suportar a realidade, como válvula de escape tal como a sublimação ao uso de drogas.
Freud nos descreve um povo submetido a vários tipos de proibições. Tudo é proibido, e eles não têm nenhuma idéia do porque e não lhes ocorre levantam a questão. Pelo contrário, submetem-se às proibições como se fossem coisas naturais e estão convencidos de que qualquer violação terá automaticamente a mais severa punição.
Podem ser diferentes na essência, mas o mecanismo parece ser o mesmo dos neuróticos obsessivos. O significado da palavra tabu refere-se ao proibido e ao misterioso, existem muitos tabus que são totalmente destituídos de sentido lógico. Dentro das várias restrições que existem ligadas aos tabus pode se destacar duas leis básicas do totemismo comuns a outras organizações: não matar o animal totêmico e evitar relações sexuais com membros do clã totêmico do sexo oposto.
Estes devem ser, então, os mais antigos e poderosos dos desejos humanos, matar o pai e cometer incesto. Esta compreensão, pois se não fosse verdadeira a afirmação não haveria necessidade de uma lei tão severa que as proibissem e também não se faria presente em todas as manifestações sociais, é diretamente ligada ao que Freud afirma existir como sendo duas pulsões principais, a agressividade e a sexualidade.
Para a civilização existir é preciso a repressão dessas duas pulsões. Se não houvesse uma tendência natural a realizar tal instinto esse não seria considerado crime, e não precisaria de uma lei, tais instintos, como os sexuais por exemplo, reprimidos podem ser observados como forças motivadoras das neuroses.
O tabu se transforma em uma força com base própria, se faz nas normas, do costume e finalmente torna-se lei. Não se faz necessária, segundo Sigmund Freud, nenhuma ameaça externa de punição, pois há uma certeza interna, uma convicção moral, de que qualquer violação conduzirá à desgraça insuportável. Essa desgraça insuportável é o que remete ao que Freud designou como a morte do pai primevo.
Os irmãos que foram expulsos de horda pelo pai, voltaram e juntos o mataram e depois comeram seu corpo, e através da sua carne, cada irmão adquiriu uma parte do poder do pai. Odiavam o pai, mas também o admiravam, por conseqüência do seu ato, se arrependeram surgindo o remorso, o sentimento de culpa. A proibição de matar o totem surge então como uma tentativa de anular esse ato, o totem passa a ser o pai simbólico. E toda essa simbologia e restrições que se sucedem vão delineando a civilização.
Freud ressalta que o estudo das neuroses são importantes para o estudo da civilização. Ele afirma que a civilização é composta por conteúdos egoísticos e eróticos, comparando o sistema totêmico, o pensamento mágico e anímico, se assemelha com a fase do desenvolvimento do auto-erotismo, narcisismo, impulsos sexuais são voltados para si mesmo, o ego passa a ser o objeto ao qual essa energia é direcionada.
7Em O Mal- estar na Civilização, de 1930, Freud sustenta que o ser humano é, na sua essência, agressivo, afirmando que, “os homens não são criaturas gentis que desejam ser amadas e que, no máximo, podem defender-se quando atacadas, pelo contrário, são criaturas entre cujos dotes instintivos devem-se levar em conta uma poderosa quota de agressividade”. (Freud, 1996, p.116 ). Pondera o mestre que, quando os freios inibitórios quedam-se desatentos, a agressividade “também se manifesta espontaneamente e revela o homem como uma besta selvagem, a quem a consideração para com sua própria espécie é algo estranho ( Freud,1996, p.116 ), acreditando ser impossível, ao homem, cumprir o mandamento “ Ame a teu próximo como a ti mesmo “.
A tendência natural do homem à agressividade mútua é o grande obstáculo à civilização, tendo ela “de utilizar esforços supremos a fim de estabelecer limites para os instintos agressivos do homem e manter suas manifestações sob controle, por formações psíquicas reativas” ( Freud,1996, p.117).
8Com a finalidade de inibir a agressividade que se opõe a ela, a civilização internaliza, introjeta, no homem, essa pulsão agressiva, fazendo-a retornar a seu lugar de origem,direcionando-a a seu próprio ego, que é assumida por parte dele.
Freud (1996,p.127) diz que: “A tensão entre o severo superego e o ego, que a ele se acha sujeito, é por nós chamada de sentimento de culpa; expressa-se com uma necessidade de punição.”
O sentimento de culpa, para Freud ( 1996, p.131) tem duas origens: ‘uma que surge do medo de uma autoridade e outra positiva, que surge do medo do superego.”
Ele afirma que o inconsciente dos homens é animado pelos desejos que os perversos põem em cena. Na perversão, as pulsões inconscientes, aparecem “ a céu aberto”; no neurótico as pulsões agem na clandestinidade, disfarçadas de várias maneiras, através dos sintomas: “ a neurose é o negativo da perversão”. As perversões sexuais deixam então de ser uma prática que só eles, os perversos exibem e passam a ser entendidos como algo presente, ainda que no inconsciente, em todos os seres humanos.
4-CONSIDERAÇÕES FINAIS
Podemos concluir que a pedofilia existe sim e, parece ser cada dia mais presente no século vinte e um.
A pedofilia é uma prática sexual considerada como perversão desde o século XIX. Ainda em suas origens gregas, o termo paidophilos significava o amor de um adulto pelas crianças (pais = criança, phileo = amar), mas tornou-se um termo designado para caracterizar comportamentos inadequados socialmente. Conforme a Classificação Internacional das Doenças (CID), a pedofilia é considerada um transtorno de preferência sexual, designada como ‘parafilia’. São consideradas também parafilias o voyeurismo, exibicionismo, fetichismo, fetichismo sexual e sado masoquismo. Comuns a todos estes comportamentos os anseios, fantasias ou comportamentos sexuais recorrentes e intensos que envolvem objetos, atividades ou situações incomuns e causam sofrimentos clinicamente significativos ou prejuízo de funcionamento social para o individuo.
Freud constatou que durante o desenvolvimento das etapas da sexualidade da criança, esta tem possibilidades de sofrer repressões, devido a questões culturais, morais e religiosas. Um processo de repressão excessiva pode gerar na vida adulta neuroses ou perversões sexuais. As perversões são as expressões convertidas das pulsões designadas normais, e é utilizada para caracterizar os desvios em relação a uma norma social e sexual.
A escolha dos pedófilos pode ser limitada aos seus próprios filhos, filhos adotivos, parentes ou crianças fora do seu contexto familiar. Podem sentir atração exclusivamente por crianças ou por crianças e adultos.
O que antes era oculto passou a ganhar visibilidade e alta definição. Os internautas poderão ser nada mais que neuróticos e ficar, para sempre, nas fantasias ou pervertidos, que executam o abuso sexual com refinamentos de crueldade. Em todos os casos vale lembrar o que a Psicanálise ensina: o tabu aqui, a criança como desencadeante da libido e objeto de satisfação, gera o desejo. Mas a lei, seja a simbólica, estruturante de nossa condição humana, ou a social, civil ou penal, que rege a convivência entre os cidadãos, deve prevalecer, criando direitos e obrigações para interditar as aberrações e preservar a civilização.
5-REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Ferraz, F. G. A possível Clínica da Perversão. In: A clínica conta histórias. São Paulo, Escuta: 2000.
In: Freud, Sigmund. Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. 2.ed. Rio de Janeiro : Imago, 1987. vol.7, p.118-160
________. (1916). Criminosos em Consequência do sentimento de culpa. In: Obras Psicológicas completas:Edição Standard Brasileira. Vol. XIV Rio de Janeiro: Imago, 1996, p.347-348.
________.(1927-1931). O mal-estar na civilização. In: FREUD, Sigmund. O futuro de uma ilusão, O mal-estar na civilização e outros trabalhos. v. XXI.Tradução de José Octávio de Aguiar Abreu. Rio de Janeiro: Imago, 1996, p. 73-148.
________.(2005). ( Totem e Tabu. Tradução de Órizon Carneiro Muniz. Rio de Janeiro: Imago, 2005.
Hachet, A. Agressores sexuais: é possível um tratamento psicanalítico sob prescrição judicial? Agora. Rio de Janeiro, v. 8, n. 1, 2005 .
Pesquisa, Internet. Wikipédia. Abuso sexual de Menores. São Paulo- SP-Brasil- htp://pt.Wikipédia.org/wiki/Pedofilia.
Roudinesco, E. Dicionário de psicanálise. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1998.
Freud, S.
Três ensaios sobre a teoria da sexualidade : aberrações sexuais.


1 Rosemere Rebolo Barbosa
2 Freud, S. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade : aberrações sexuais
3 Freud, S. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade : aberrações sexuais
4 -Roudinesco, E. Dicionário de psicanálise. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1998..
5 -Freud,S. (1916) Criminosos em Consequência do sentimento de culpa. In: Obras Psicológicas completas:Edição Standard Brasileira. Vol. XIV Rio de Janeiro: Imago, 1996, p.347-348.
6 Freud, Sigmund. O mal-estar na civilização. In: FREUD, Sigmund. O futuro de uma ilusão, O mal-estar na civilização e outros trabalhos. v. XXI (1927-1931). Tradução de José Octávio de Aguiar Abreu. Rio de Janeiro: Imago, 1996, p. 73-148.
7 Freud, Sigmund. O mal-estar na civilização. In: FREUD, Sigmund. O futuro de uma ilusão, O mal-estar na civilização e outros trabalhos. v. XXI (1927-1931). Tradução de José Octávio de Aguiar Abreu. Rio de Janeiro: Imago, 1996, p. 73-148.
8 Freud, Sigmund. Totem e Tabu. Tradução de Órizon Carneiro Muniz. Rio de Janeiro: Imago, 2005.











CONSEQUÊNCIAS DA VIOLÊNCIA VERBAL E FÍSICA
NA VIDA DO SER HUMANO NA VISÃO FREUDIANA




Mary Cristiane de Araújo Mesquita
Estudante do curso de pós-graduação em Filosofia e Psicanálise
UFES, Itapemirim - ES


Resumo: O presente artigo busca uma reflexão das consequências dos abusos sofridos na infância e tenta elucidar, à luz do trabalho do Dr. Sigmund Freud, nas reflexões existentes em alguns de seus trabalhos, os “porquês” de certos comportamentos e doenças, sejam de alunos (considerados “problemas” em sala de aula), sejam das pessoas que nos cercam. E, sugerir medidas que poderão ajudar tais pessoas superar as graves consequências dos assédios morais e físicos.


Palavras-chave: violência – abuso – assédio – reflexão.


Abstract: This article aims to reflect the consequences of abuse suffered in childhood and tries to elucidate the light of the work of Dr. Sigmund Freud, the reflections that exist in some of his work, "whys" of certain behaviors and diseases, are students (considered "problems" in the classroom), are the people who surround us. And, to suggest measures that could help such people overcome the serious consequences of moral and physical harassment

Keywords: violence - abuse - harassment – reflection





Introdução


A existência de traumas (muitas vezes escondidos em um lugar bem “secreto” da psique/mente/alma humana) que algumas pessoas enfrentaram em sua infância, e que não foram tratados de maneira adequada, ou sequer notados, poderão repercutir em sua vida adulta. Podendo trazendo-lhes transtornos emocionais, nos relacionamentos, na própria construção de sua personalidade e na sua maneira de “encarar” o mundo. E, quando isso ocorre há uma necessidade de aliviar a angustia, as dores da alma e as neuroses, o que tem levado inúmeras pessoas a buscarem ajuda terapêutica, psiquiátrica e medicamentosa.
Mas como isso é possível? Tantas inovações tecnológicas, a medicina avançou, os fatos que ocorrem no mundo se tem acesso quase em tempo real. A qualidade de vida melhorou para muitos, o homem conseguiu criar clones (quase “deuses”), trabalhar com células troncos, etc. E, ter-se pessoas que por traumas ocorridos na infância ficam “problemáticas”, “neuróticas” ou quem sabe loucas?
Segundo Sigmund Freud: ...A psicanálise foi obrigada a atribuir a origem da vida mental dos adultos à vida das crianças e teve de levar a sério o velho ditado que diz que a criança é o pai do homem...1, portanto, na infância encontrar-se respostas, ou pelo menos se tenta, para alguns dos infortúnios das relações, das agonias da alma e das neuroses do ser humano.








Desenvolvimento

O Dr. Sigmund Freud, em seu trabalho Totem e tabu, nos diz que a sociedade tem a necessidade de uma figura representativa, denominada “pai primevo”, esse mito é uma metáfora da estruturação do psiquismo humano. Esse “pai” simbolicamente representa da interdição das pulsões, delimita até onde o homem pode ir para satisfazer seus impulsos, levando em conta o contexto sócio-cultural no qual está inserido. Ele, também, daria a proteção, cuidado, indulgência, e serviria para manter a ordem, a moral, a interdição das pulsões (seja a agressividade, seja a do incesto), figura como autoridade coerciva (castração).
Saliento, para fins de conhecimento, que a figura mítica criada por Freud (pai primevo) não se restringe ao pai biológico, mas expande-se para quem quer que desempenhe tal papel: as autoridades, as instituições, um padrasto, a religião, ou seja, qualquer figura que represente o PODER e a ORDEM (talvez, a proteção).
No entanto, ao dirigir-se o olhar de maneira mais particularizada para indivíduos, casos específicos do cotidiano e situações que ocorrem há muitos anos, sendo considerados para muitos - dependendo do contexto sócio-ecônomico-religoso - um tabu abordar tal assunto: o abuso verbal ou físico pela figura dos pais, familiares, professores ou amigos.
Este artigo não tem a pretensão de analisar psicanaliticamente os casos que serão expostos, mas tem a necessidade de sacudir, ou pelo menos de inquietar o leitor e fazê-lo refletir sua conduta e a relação, sejam com seus filhos, sobrinhos e alunos. E, também, direciona-se à grande relevância do professor que, na sua prática pedagógica, influenciará o comportamento daquele ser tão pequeno (refiro-me ao Ens. Fund. I)
Freud diz:
“Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais; somos também, o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos, “sem querer”.”2


Primeiro abordaremos, sucintamente, o abuso verbal3 infligido às crianças justamente no período da formação de seu caráter e delineação de sua personalidade. E, fica a pergunta, como será esse adulto?

CASO A – Uma menina de dez anos, pobre, sem educação doméstica (ou “modos para uma mocinha”), e sempre motivo de deboche por parte dos colegas mais abastados ou em melhor situação que a dela. Certo dia, interrompe a aula da professora, após por três vezes (1ª baixinho, a 2ª um pouco mais alto e a 3ª gritando). A professora já lhe havia pedido calma, que passaria um exercício para a turma (muito agitada e barulhenta) e conversaria com a mesma. Porém, após o grito tudo ficou em silêncio... Ela disse: _EU QUERO MORRER!!!! A professora entendeu o pedido de socorro, sentou-se e dirigindo-se a aluna deu-lhe a oportunidade de esclarecer para todos o “porquê” ela queria morrer. Disse ela que tinha três motivos: um tinha vergonha do pai, pois bebia e saia nu na rua, segundo que ela era uma assassina; o terceiro a turma contou por ela, circulava na rua que a mesma havia sido vendida por R$ 50,00 para a tia, pela avó. A mesma avó que lhe chamava de traste, que ela era que deveria ter morrido e não a mãe (a própria avó teve que fazer a escolha, ou a filha ou a neta – e como a filha apanhava muito, que viesse a criança). Mas, nunca deixou de jogar-lhe isso em face, além de outros xingamentos e depreciações inimagináveis. A menina crer que é a culpada da morte da mãe, não possui nenhuma referência da figura do pai primevo (??).

CASO B – Outra menina, pais separados aos cinco anos; mãe extremamente autoritária, imediatista; o pai carinhoso, porém omisso e infiel. Nesse caso em tela a menina cresceu ouvindo que tudo que fazia não dava certo; se algo quebrasse a culpa era dela, que era igual ao pai (esse era o pior dos xingamentos), etc. E, dos colegas e familiares sofreu a perseguição de ser chamada de quatro olhos, baleia, covarde, e outras pornofonias não indicadas para serem aqui descritas. Pergunto... onde estava proteção a essa mutilação psíquica? E, como será essa criatura... feliz...segura?


Os casos relatados podem ter ocorridos em lugares fechados e não de domínio público, todavia, hoje há amparo legal contra tal tipo de violência, e que não partiu do núcleo familiar, porém da necessidade de toda uma sociedade (um exemplo é a Lei contra a alienação parental, que entrou em vigor em setembro deste ano).
Não entra-se no mérito da pedofilia, nos casos a seguir, mas sim, da falta da proteção que deveria se ter em casa, e que há muitos casos tenebrosos surgidos dentro da família, como é o seguinte caso:


CASO I – Sala de audiência, um menino de nove anos sendo interrogado por quase quarenta minutos, sem o juiz obter qualquer sinal ou som da figura de cabeça baixa e encolhida na cadeira. Até que um iluminado sugeriu ao juiz perguntar se o menino lia e escrevia. Sinal positivo com a cabeça. O juiz pergunta se o pai mexia com a família a noite, se realmente ele colocava algo na lamparina que todos ficavam entorpecidos/paralisados, e “mexia” com a mãe, as duas irmãs e um outro irmão? O menino escreve no papel A4 em letras pequenas “sim”. O juiz cautelosamente pergunta se o pai dele introduzia o pênis nele? O SIM ocupou toda a folha do papel.

CASO II – Menina de cinco anos é esbofeteada pela empregada, para que lhe fizesse sexo oral. E, quando a mãe chega em casa e a garotinha lhe conta tal fato, leva uma surra. Nunca mais disse a sua mãe quando e por quem, posteriormente fora violada. Um sentimento de culpa se instalou.


Infelizmente os casos relatados são verídicos e dolorosamente reais nos adultos que essas crianças se tornaram ou se tornaram. Onde estava o protetor, o que ampararia e daria amor, colo e segurança? Onde?
Nos casos b e II, teve-se a autorização para dizer como foi o amadurecimento e as consequências dos abusos sofridos. A pessoa funcionalmente está paralisada, com depressão crônica, já no sétimo remédio, e deseja ardentemente não acordar no dia seguinte. Tornou-se um adulto inseguro de suas capacidades, é subserviente, pois pede desculpas o tempo todo (complexo de culpa), e não tem amor próprio, sempre coloca os outros em primeiro plano. Teve um relacionamento tardio, e como Freud explica – quase tudo – a pessoa com quem se relacionou tinha as características paternas e maternas, talvez buscou achar no outro o pai primevo.
Uma reflexão interessante, e que você poderia avançar mais um pouco (articulando com Freud, obviamente), é a referente os avanços do conhecimento e sua ineficácia diante do sofrimento humano.











Conclusão


A complexidade da obra freudiana, principalmente sendo seus escritos finais e o não conhecimento prévio trouxe dificuldade de interpretação e aplicação do texto. Talvez, o fato de Freud abordar que muitas das neuroses advêm da sexualidade reprimida, feriu alguns “tabus” internos. Crê-se que a leitura de seus escritos amplia a visão de mundo e do próprio ser. Quebra paradigmas.
Mas, nos casos relatados onde estava a figura do pai primevo???? Por isso, a sociedade precisou criar leis, o ECRIM. E, mesmo assim, casos desse porte ocorrem diariamente... que tipo de adultos a sociedade terá????
Freud, mais uma vez diz: Não me lembro de nenhuma necessidade da infância tão grande quanto a necessidade da proteção de um PAI.4

























REFERÊNCIAS


FREUD, Sigmund. Totem e tabu e outros trabalhos. Vol XIII, PG 114 http://www.filpsi.neaad.ufes.br/moodle/course/view.php?id=4


FREUD, Sigmund. http://www.pensador.info. Acesso em: 16 out.2010.
1 FREUD, Sigmund. Totem e tabu e outros trabalhos. Vol XIII, p. 114
2 FREUD, Sigmund. http://www.pensador.info. Acesso em: 16 out.2010.

3 Também conhecido como assédio moral
4 FREUD, Sigmund. http://www.pensador.info. Acesso em: 16 out.2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

PARA PENSAR

 
"Todo o bem que eu puder fazer, 
toda a ternura que eu puder 
demonstrar a qualquer ser humano, 
que eu os faça agora, 
que não os adie ou esqueça,
pois não passarei duas vezes 
pelo mesmo caminho."
(James Greene)

SUPORTE DIDÁTICO

 
 
BAIXEM MÚSICAS, FÁBULAS, HISTÓRIAS
E
JOGOS PARA A CRIANÇADA!
 
http://www.bibvirt. futuro.usp. br/sons/fabulas_ e_historias
Amiguinhos, aqui estão algumas cantigas populares que fazem parte do nosso folclore, servem para brincarmos de roda, brincadeiras que necessitam de música ou simplesmente para cantar e se divertir! É bom demais!!!
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1 - Mingau Digital
Site infantil cheio de diversão, matérias interessantes, folclore, fábulas, dicas destaque para a seção Minforma( um pouco de muito) e cheia de informações legais.
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2 - O Menino Maluquinho
Site do Menino Maluquinho, personagem do grande autor Ziraldo. Tem tirinhas de histórias, história do dia, profissões, piadas, enfim. O site é assim como o Maluquinho apaixonante.
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3 - Escaleno
Site divertidíssimo do Escaleno, com muitas atividades, clipes musicais, as aventuras da Rita e muito mais!
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4 - Saúde Animal
Um site maravilhoso que fala sobre os animais. Ótimo para pesquisas!
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5 - JC Kids
Site do JC Kids super divertido, dinâmico, com curiosidades, invenções, histórias, jogos, vale a pena conferir.
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6 - Disney Internacional
Todo em inglês. Site oficial da Disney, é lindo!!!
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7 - Disney Brasil
Site oficial da Disney no Brasil, lindo e cheio de brincadeiras com os personagens.
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8 - Barbie Brasil
Site da Barbie . Tem atividades interativas, histórias, jogos e muita Barbie!
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9 - Site Oficial do Seninha
Site oficial do Seninha. O site é lindo! Tem brincadeiras, historinhas do Seninha e sua turma, cartão virtual, jogos, dicas...
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10 - Site Oficial do Harry Potter
Site oficial do Harry Potter!!! Você pode escolher o idioma do site! Para quem gosta desse incrível bruxinho, o site é perfeito! Não esqueça de se aventurar no jogo de quadribol!
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11 - Zoológico de São Paulo
Site do Zoológico de São Paulo. Bastante informações sobre animais.
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12 - EcoKids
Site super bem feito da EcoKids. Muitas informações, jogos, receitinhas, dicas sobre preservação da natureza. Tem tanta coisa que vale a pena conferir!
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13 - Caillou
Site oficial do personagem Caillou. Em francês ou inglês. É repleto de atividades, desenhos para colorir, jogos, cartões, tudo com a linda turma do Caillou
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14 - Virtual books
Site da Virtual Books maravilhoso, cheio de livros eletrônicos, você pode fazer download
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15 - Kadike
Fantástico site! Rico em conteúdo, com personagens legais, muitas atividades, brinquedos para você imprimir e se divertir . É tão bom que não dá para falar tem que ver!
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16 - a,e,i,o,u Web Site
Site da professora portuguesa Paula Perna Tem muita diversão!histó rias, anedotas, atividades.
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17 - Looney Tunes
Site lindooo!!Da turma do Looney Tunes
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18 - Animal Net
Tudo sobre animais!
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19 - Junior
Site Português repleto de bons conteúdos para a criança
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20 - WWF
Site da WWF, Instituição não-governamental brasileira que integra a maior rede mundial de conservação da natureza. Ótimo cheio de matérias sobre o meio ambiente..
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21 - Zuzubalândia
É um site coloridíssimo, lindão! Os personagens incríveis criados pela Mariana Caltabiano, como a Abelhinha Zuzu ... são diversão garantida. No site há animações, jogos, cartões, quadrinhos animados, e muito, muito mais.
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22 - Reclicagem.net
Esse portal é demais, ensina tudo sobre reciclagem. Confira!
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23 - http://www.jkrowlin g.com/
Site oficial da autora do Harry Porter, J K Rowling Muito Bom!
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24 - Recreionline
Site da revista Recreio.Colorido, cheio de informações, inteligente e divertido.É imperdível!
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25 - Revista Ciência Hoje
É um site para todas as idades.Com ótimas matérias, ótimo para quem quer fazer pesquisas.
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26 - Webciencia
O site é ótimo! Muito útil para pesquisas, é rico em informações sobre vários temas: animais, saúde, biologia, geografia enfim, imperdível!
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27 - Bugigangue
É uma super revista eletrônica, lotada de diversão. Ensina a fazer brinquedos com sucata, traz matérias em legais, os personagens do site são ótimos. Jogos, atividades, curiosidades. .. e muito mais!
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28 - TV Cultura
Tem o endereço de sites de vários programas infantis da TV Cultura, como: Cocoricó, X Tudo, Caillou.
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29 - Amigos da Escola
Site do Projeto Amigos da Escola. Conheça! Participe!
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30 - Chamequinho
Site do clube do Chamequinho, é uma graça e muito bem feito.
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31 - Porque Pra que
Site do Sesc São Paulo ensina ciência de uma maneira bem divertida .Experiências, Astronomia, curiosidades, dicas de como fazer alguns brinquedos e muito mais.
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32 - Tio Gui
Este site ensina a fazer brinquedos, tem jogos, astronomia, brincadeiras, muito material para apoio a pesquisa escolar . .. tem muita coisa! É um site MARAVILHOSO!
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33 - Canal Kids
Este site é repleto de informações. Passatempos, Curiosidades sobre assuntos diversos .
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34 - ChuaChua
Site produzido pela TV Cultura, cheio de informações sobre a importância da água e de preservá-la
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35 - Criança Faz Arte
Site da artista plástica Tati Vitsic. Tem informações sobre datas comemorativas, artistas famosos,teclado musical (para você tocar), atividades, adivinhas. Um ótimo site!
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36 - Smartkids
Desenhos para colorir, atividades para montar, cartões , dicas culturais e mais.
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37 - Site de Dicas
O site é riquíssimo em conteúdo, principalmente para pais e educadores. Histórias, material para pesquisa, jogos para download. Um ótimo site.
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38 - Lendo & Relendo
Site bem legal, apresenta uma personagem bem fofa, a Gabi.. Tem historinhas, atividades, folclore, vale a pena conferir!
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39 - Bremen Town Musicians
Site muito bem feito, com a história dos Músicos de Bremem. Tem audio e animação (em inglês)
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40 - Smilinguido e Sua Turma
Site cheio de jogos,histórinhas do Smilingüido e sua turma, cartões... É uma graça!
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41 - Sotão Da Inês
Esse é o site de uma garota de Portugual muito criativa! cheio de histórias, desenhos, música...
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42 - http://www.eaprende r.ig.com. br
site educativo cheio de informações, artigos para pais e educadores, sugestões de atividades, mapas, gráficos, folclore e mais.
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43 - Além de Educar
Site com muitas matérias, dicas, e tem uma seção de jogos ótima!
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44 - Viva e Deixe Viver
Site da associação Viva e Deixe Viver é uma OSCIP - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, que tem como missão Promover entretenimento, cultura e informação educacional através do estímulo à leitura e do brincar, visando transformar a internação hospitalar de crianças e adolescentes em um momento mais alegre e agradável, contribuindo positivamente para o bem estar de seus familiares e equipe multidisciplinar. O trabalho deles é lindo, confira!
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45 - http://www.inclusao .com.br/
Um bonito e rico site que aborda o tema educação de inclusão. Não deixe de visitar!
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46 - http://www.nickjr. com/
Site em inglês dos personagens do canal Nicklodeon: Franklin, Pequeno Urso, Dora a aventureira, Bob Esponja etc.
São jogos, desenhos para colorir e muita diversão
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47 - http://www.doutores daalegria. org..br
Conheça um pouco do trabalho desses doutores que trabalham com o que temos de mais precioso: amor, alegria, sonhos.
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48 - Doce de Letra
Um ótimo portal de literatura infantil e juvenil. Comentários de livros, autores, forum e mais.
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49 - Bússola Escolar
Um ótimo portal para pesquisas.
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50 - Mundo da Criança
Um belo site com conteúdos educativos feitos pela editora Delta. Alguns conteúdos são gratuitos.
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51 - Guiageo
Ótimo site para pesquisa!
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52 - http://www.crmarioc ovas.sp.gov.. br/
Um portal rico em artigos e informações referentes à Educação.Confira!
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53 - http://www.escolaof icinaludica. com.br
Apresenta uma série de curiosidades que dizem respeito à origem de alguns jogos e brincadeiras nas diferentes regiões do país. Disponibiliza para download arquivo com o desenvolvimento de várias brincadeiras por região.
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54 - Brincando e Educando
Lindo site! Com um rico conteúdo, a professora Cris dá várias sugestões de atividades.
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55 - Educarede
Site altamente recomendado!
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56 - http://www.psicoped agogia.com. br/
Um rico portal sobre educação e saude mental. Cheio de ótmos artigos!
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57 - Site do Mickey( Disney)
Lindo! vale a pena visitar!
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58 - CBEEBIES
Site em inglês, super divertido, com histórias desenhos para colorir e vários personagens de programas educativos infantis.
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59 - http://www.tiamonic a.com.br/
Um ótimo site da educadora Mônica Paes. Diverte e ensina.
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60 - http://www.unicef. org.br/
Site do UNICEF, textos sobre o desenvolvimento infantil, ações em prol das crianças no Brasil e no mundo, como ajudar,muitas dicas e formas de praticar a solidariedade e lutar po um mundo melhor, para todos!
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61 - Site da Angela Carneiro
Site da escritora Angela Carneiro, cheio de maravilhosas histórias!
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62 - Marco Aureh
Site desse maravilhoso músico que assina várias peças musicais também para crianças.
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63 - http://www.cantando sylvia.hpg. ig.com.br
Site do cd Cantanto com Sylvia Orthof, Sensacional!
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64 - O Mundo Encantado de Cecília Meireles
Lindo Blog de Leonor Cordeiro,dedicado à essa grande poetisa brasileira: Cecília Meireles.
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65 - Literatura Infantil
Um maravilhoso site sobre literatura infantil feito pela Professora Cristiane Madanêlo de Oliveira, especialista em literatura infantil e juvenil pela UFRJ e estudiosa do assunto.
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66 - Site da escritora Anna Cláudia Ramos
Site colorido, cheio de informações interessantes sobre a escritora, suas obras e literatura infanto-juvenil
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67 - IBGE 7a 12 anos
Site do IBGE com informações sobre o Brasil, dicas de brincadeiras e muito mais.
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68 - Cantinho das Idéias
Um ótimo blog,criado pela Educadora Mônica Oliveira, com várias dicas para incrementar as aulas.
Confira também:
Espaço Criativo
 
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69 - Portal Escola Interativa
Um maravilhoso portal educacional, repleto de informações, dicas, textos...
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70 - Site da Angela Lago
Site da escritora e ilustradora Angela Lago, cheio de informações, artigos, ilustrações...
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71 - Sapulekando
Um blog cheio de informações, brincadeiras, atividades ...MUITO BOM!
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72 - Site do TV Xuxa
Site do Programa da Xuxa, cheio de informações,dicas, curiosidades. ..vale a pena conferir!
Veja também o site do Portal X: http://portalx. globo.com/
 
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73 - Discovery Na Escola
Um site cheio de informação, para pais, professores e estudantes.
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74 - Discovery Kids Brasil
Site de um canal que é 100% qualidade! Colorido, divertido, cheio de brincadeiras, informações sobre os personagens. Altamente recomendável
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75 - Portal Kids
Portal destinado às mamães e também aos papais, com informações e serviços.
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76 - Portal Desabafo de Mãe
O Desabafo de Mãe é a comunidade de mães e pais da internet, que tem como missão incentivar a Cultura Infantil ( são dos nossos!). Lindo, cheio de informações!
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77 - Blog A Família Cresceu
Um blog lindo, cheio de informações sobre infância,gravidez. ..É para a família toda!
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78 - Dobras de Leitura
Uma revista eletrônica dedicada à Literatura para Crianças e Jovens Leitores
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79 - Site do Professor Celso Antunes
O Professor Celso Antunes é bacharel e licenciado em Geografia pela Universidade de São Paulo, Mestre em Ciências Humanas e Especialista em Inteligência e Cognição. Membro consultor da Associação Internacional pelos Direitos da Criança Brincar, reconhecido pela UNESCO, é autor de cerca de 180 livros e consultor de diversas revistas especializadas em Ensino e Aprendizagem.
Seu site é repleto de informações.
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80 - Arte de Sucata
Site que ensina fazer arte reciclando. Lindo!
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81 - Site do Barbatuques
Site do grupo de percussão corporal do Barbatuques. Imperdível!
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82 - Crescer Bem
Site repleto d e informações sobre nutrição infantil. Artigos, receitas, cardápios, informações sobre peso ideal e muito mais.
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83 - Plenarinho
O Plenarinho é o principal canal de interação entre a Câmara dos Deputados e o universo infantil (crianças de 7 a 12 anos, pais, professores e educadores). Por meio de uma linguagem acessível e lúdica, o portal informa sobre o Poder Legislativo - elaboração de leis e atuação parlamentar -, política, democracia e organização do Estado. O site é rico em informações, vale apena conferir!
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84 - Projetos Pedagógicos Dinâmicos
Um site rico em conteúdo, voltado para educadores com artigos, dicas, projetos e mais. MUITO BOM!
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85 - O Brasileirinho
Um portal maravilhoso, repleto de informações sobre o universo infantil.

EDIÇÕES LEITURA CRÍTICA

EDIÇÕES LEITURA CRÍTICA
 
 
Os livros da Leitura Crítica são distribuídos e vendidos exclusivamente através do Portal da Internet. O FRETE É GRATUITO, bastando que, no momento da compra, o interessado marque a opção RETIRAR NA LOJA (mas o livro será entregue no seu endereço).

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Leitura e Realidade Brasileira - Uma análise crítica da leitura no Brasil, com ênfase na escola, ensino e biblioteca

Professor de Ensino Fundamental - identidade em jogo - Sem robustecer a sua identidade o professor não vai recuperar a sua dignidade.

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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

CONTEÚDO LIVRE: VLADIMIR SAFATLE O corpo como campo de batalha

CONTEÚDO LIVRE: VLADIMIR SAFATLE O corpo como campo de batalha: "Pauta sobre como o Estado busca impor normatividades ao corpo e à sexualidade está ausente do debate eleitoral ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS se..."

Entrevista com Vladimir Safatle

Entrevista com Vladimir Safatle


ENTREVISTA COM VLADIMIR SAFATLE-Autor do livro O QUE RESTA DA DITADURA, publicada originalmente pela Agência Brasil.
Agência Brasil: O Brasil tem alguma dificuldade com o seu passado?
Vladimir Safatle: Existe um esforço de vários setores da sociedade em apagar a ditadura, quase como se ela não tivesse existido. Há leituras que tentam reduzir o período à vigência do AI-5 [Ato Institucional nº 5], de 1968 a 1979. E o resto seria uma espécie de democracia imperfeita, que não se poderia tecnicamente chamar de ditadura.
Ou seja, existe mesmo no Brasil um esforço muito diferente de outros países da América Latina, que passaram por situações semelhantes, que era a confrontação com os crimes do passado. É a ideia de anular simplesmente o caráter criminoso de um certo passado da nossa história.
ABr: Há quem diga que o Brasil não teve de fato uma ditadura clássica depois de 1964, mas sim uma “ditabranda” se comparada à da Argentina e a do Uruguai, por exemplo.
Safatle: Essa leitura é do mais clássico cinismo. É inadmissível para qualquer pessoa que respeite um pouco a história nacional. Afirmar que uma ditadura se conta pela quantidade de mortes que consegue empilhar numa montanha é desconhecer de uma maneira fundamental o que significa uma ditadura para a vida nacional.
A princípio, a quantidade de mortes no Brasil é muito menor do que na Argentina. Mas é preciso notar como a ditadura brasileira se perpetuou.
O Brasil é o único país da América Latina onde os casos de tortura aumentaram após o regime militar. Tortura-se mais hoje do que durante aquele regime. Isso demostra uma perenidade dos hábitos herdados da ditadura militar, que é muito mais nociva do que a simples contagem de mortes.
ABr: Qual o reflexo disso?
Safatle: Significa um bloqueio fundamental do desenvolvimento social e político do país. Por outro lado, existe um dado relevante: a ditadura de certa maneira é uma exceção. Ela inaugurou um regime extremamente perverso que consiste em utilizar a aparência da legalidade para encobrir o mais claro arbítrio. Tudo era feito de forma a dar a aparência de legalidade.
Quando o regime queria de fato assassinar alguém, suspender a lei, embaralhava a distinção entre estar dentro e fora da lei. Fazia isso sem o menor problema. Todos viviam sob um arbítrio implacável que minava e corroía completamente a ideia de legalidade. É um dos defeitos mais perversos e nocivos que uma ditadura pode ter. Isso, de uma maneira muito peculiar, continua.
ABr: Então, a semente da violência atual do aparato policial foi plantada na ditadura?
Safatle: Não é difícil fazer essa associação, pois nunca houve uma depuração da estrutura policial brasileira. É muito fácil encontrar delegados que tiveram participação ativa na ditadura militar, ainda em atividade.
No estado de São Paulo, o ex-governador Geraldo Alckmin indicou um delegado que era alguém que fez parte do DOI-Codi [Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna].
Teve toda uma discussão, mas esse debate não serviu sequer para ele voltasse atrás na nomeação. Se você levar em conta esse tipo de perenidade dos próprios agentes que atuaram no processo repressivo, não é difícil entender por que as práticas não mudaram.
ABr: Estamos atrás de outros países, como Argentina e África do Sul, na investigação e julgamento de crimes cometidos pelo Estado?
Safatle: Estamos aquém de todos os países da América Latina. Nosso problema não é só não ter constituído uma comissão de verdade e justiça, mas é o de que ninguém do regime militar foi preso. Não há nenhum processo. O único processo aceito foi o da família Teles contra o coronel [Carlos Alberto Brilhante] Ustra, que foi uma declaração simplesmente de crime.
Ninguém está pedindo um julgamento e sim uma declaração de que houve um crime. Legalmente, sequer existiram casos de tortura, já que não há nenhum processo legal. E levando em conta o fato de que o Brasil tinha assinado na mesma época tratados internacionais, condenando a tortura, nossa situação é uma aberração não só em relação à Argentina e à África do Sul, mas em relação ao Chile, ao Paraguai e ao Uruguai.
ABr: Que expectativa o senhor tem quanto ao funcionamento da Comissão Nacional da Verdade, prevista no Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3), para apurar crimes da ditadura?
Safatle: Uma atitude como essa é a mais louvável que poderia ter acontecido e merece ser defendida custe o que custar. O trabalho feito pelo ministro Paulo Vannuchi [secretário dos Direitos Humanos, da Presidência da República] e pela Comissão de Direitos Humanos é da mais alta relevância nacional. Acho que é muito difícil falar o que vai acontecer.
A gente está entrando numa dimensão onde a memória nacional, a política atual e o destino do nosso futuro se entrelaçam. Existe uma frase no livro 1984, de George Orwell, que diz: “Quem controla o passado controla o futuro”. Mexer com esse tipo de coisa é algo que não diz respeito só à maneira que o dever de memória vai ser institucionalizado na vida nacional, mas à maneira com que o nosso futuro vai ser decidido.
ABr: Mas, antes mesmo da criação da Comissão da Verdade, os debates já estão muito acalorados.
Safatle: O melhor que poderia acontecer é que se acirrassem de fato as posições e cada um dissesse muito claramente de que lado está. O país está dividido desde o início. Veja a questão da Lei da Anistia. O programa do governo [PNDH 3] em momento algum sugeriu uma forma de revisão ou suspensão da lei.
O que ele sugeriu foi que se abrisse espaço para a discussão sobre a interpretação da letra da lei. Porque a anistia não vale para crimes de sequestro e atentados pessoais. A confusão que se criou demonstra muito claramente como a sociedade brasileira precisa de um debate dessa natureza, o mais rápido possível. Não dá para suportar que certos segmentos da sociedade chamem pessoas foram ligadas a esses tipos de atividades de “terroristas”.
É sempre bom lembrar que no interior da noção liberal de democracia, desde John Locke [filósofo inglês do século 17], se aceita que o cidadão tem um direito a se contrapor de forma violenta contra um Estado ilegal. Alguns estados nos Estados Unidos também preveem essa situação.
ABr: O termo “terrorista” é usado por historiadores que não têm qualquer ligação com os militares e até mesmo por pessoas que participaram da luta armada. Usar a palavra é errado?
Safatle: Completamente. É inaceitável esse uso que visa a criminalizar profundamente esse tipo de atividade que aconteceu na época. A ditadura foi um estado ilegal que se impôs através da institucionalização de uma situação ilegal. Foi resultado de um golpe que suspendeu eleições, criou eleições de fachada com múltiplos casuísmos. Podemos contar as vezes que o Congresso Nacional foi fechado porque o Executivo não admitia certas leis.
O fato de ter aparência de democracia porque tinham algumas eleições pontuais, marcadas por milhões de casuísmos, não significa nada. No Leste Europeu também existiam eleições que eram marcadas desta mesma maneira.Um Estado que entra numa posição ilegal não tem direito, em hipótese alguma, de criminalizar aqueles que lutam contra a ilegalidade. Por trás dessa discussão, existe a tentativa de desqualificar a distinção clara entre direito e Justiça.
Em certas situações, as exigências de Justiça não encontram lugar nas estruturas do Direito tal como ele aparecia na ditadura militar. Agora, existem certos setores que tentam aproximar o que aconteceu no Brasil do que houve na mesma época na Europa, com os grupos armados na Itália e na Alemanha. As situações são totalmente diferentes porque nenhum desses países era um Estado ilegal. E não há casos no Brasil de atentado contra a população civil. Todos os alvos foram ligados ao governo.
ABr: Os assaltos a banco não seriam atentados às pessoas comuns que estavam nas agências?
Safatle: Todos os que participaram a atentados a bancos não foram contemplados pela Lei da Anistia e continuaram presos depois de 1979. Pagaram pelo crime. Isso não pode ser utilizado para bloquear a discussão. Dentro de um processo de legalidade, de maneira alguma o Estado pode tentar esconder aquilo que foi feito por cidadãos contra eles, como se fossem todos crimes ordinários. Se um assalto a banco é um crime ordinário, eu diria que a luta armada, a luta contra o aparato do Estado ilegal, não é. Isso faz parte da nossa noção liberal de democracia.
ABr: Que democracia é a nossa que tem dificuldades de olhar o passado?
Safatle: É uma democracia imperfeita ou, se quisermos, uma semidemocracia. O Brasil não pode ser considerado um país de democracia plena. Existe uma certa teoria política que consiste em pensar de maneira binária, como se existissem só duas categorias: ditadura ou democracia. É uma análise incorreta. Seria necessário acrescentar pelo menos uma terceira categoria: as democracias imperfeitas.
ABr: O que isso significa?
Safatle: Consiste em dizer basicamente o seguinte: não há uma situação totalitária de estrutura, mas há bloqueios no processo de aperfeiçoamento democrático, bloqueios brutais e muito visíveis. Existe uma versão relativamente difundida de que a Nova República é um período de consolidação da democracia brasileira. Diria que não é verdade.
É um período muito evidente que demonstra como a democracia brasileira repete os seus impasses a todo momento. O primeiro presidente eleito recebeu um impeachment, o segundo subornou o Congresso para poder passar um emenda de reeleição e seu procurador-geral da República era conhecido por todos como “engavetador-geral”, que levou a uma série de casos de corrupção que nunca foram relativizados. O terceiro presidente eleito muito provavelmente continuou processos de negociação com o Legislativo mais ou menos nas mesmas bases.
Chamar isso de consolidação da estrutura democrática nacional é um absurdo. Os poderes mantêm uma relação problemática, uma interferência do poder econômico privado nas decisões de governo. Um sistema de financiamento de campanhas eleitorais que todos sabem que é totalmente ilegal e é utilizado por todos os partidos sem exceção.

De tudo aproveitei ...Paulo Roberto Gaefke



De tudo aproveitei ...

Das estrelas aproveitei o brilho,
fiz uma estrada, um novo caminho,
iluminei meus sonhos...

Da lua retirei o mistério,
na sua face oculta, revelei-me,
iluminei meus desejos...


Das velhas fotos retirei lembranças,
na alegria dos sorrisos que não voltam,
iluminei meus projetos mais antigos...

Do mar veio a energia,
a brisa da manhã me alegrou,
os problemas ficaram na areia,
iluminei a minha alma.

Dos amigos recebi abraços,
daqueles que envolvem a ansiedade,
que nos fazem parecer importantes,
iluminei meu ego...

De Deus recebi uma missão,
veio com o sol que aquece,
com a chuva que refresca,
com a árvore que abriga,
com os anjos que estão sempre por perto:
"busque a felicidade", diz o coro da natureza.
E eu, abençoado pela certeza dessa proteção,
iluminei meu rosto, sorri e decidi:
ninguém vai me impedir de ser feliz!

Paulo Roberto Gaefke