segunda-feira, 30 de agosto de 2010
PARA REFLEXÃO2
Resposta de uma professora à revista VEJA
Reproduzo a seguir cópia de carta escrita por uma professora do Paraná, que trabalha no Colégio Estadual Julio Mesquita, a reportagem da revista Veja sobre a educação no Brasil.
Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”.
É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS razões que geram este panorama desalentador.
Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas para diagnosticas as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que:* “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital”* *entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira.* Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que pais de famílias oriundas da pobreza trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. *Está a hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas.* Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.
Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. *Estímulos de quê?* De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite??? (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida.
Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. *Estímulos de quê?* De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite??? (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida.
Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e ...disciplina.
Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos, há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? *Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens?* Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores? E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, *tínhamos aulas“chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. *Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série.
Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.
*Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução), levam alunos à biblioteca e outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até à passeios interessantes, planejados, minuciosamente, como ir ao Beto Carrero.** E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom.* Além disso, esses mesmos professores “incapazes” elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;
Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. *Professores têm 10 minutos de intervalo, onde tem que se escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho.* ( Professor de Educação infantil, não tem intervalo).
Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. *Professores têm 10 minutos de intervalo, onde tem que se escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho.* ( Professor de Educação infantil, não tem intervalo).
Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 horas semanais.
E a saúde?
E a saúde?
*É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico, tem que repor horas aulas.* Plano de saúde? Muito precário. Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! *Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar*, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.*Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá*, porque por mais que esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. *Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar.* Mas, ainda não é tão grave. Temos notícias, dia-a-dia, até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.
Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que* um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite.* E acho que esse grau já ultrapassou. *Chega de passar alunos que não merecem*.
Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! *Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples.* Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.
Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? *Talvez, mas o mais importante é porque há disciplina.* E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se.
* Em vez de cronômetros precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade.* Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. *E é essa a nossa realidade!* E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo
* Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim ouve-e falar em cronômetros.
Francamente!!!*
Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas. (recebi por e-mail)
A postura do mestre como Sócrates e a metodologia em E.A.D.
RESUMO: A postura do mestre como Sócrates leva-nos a pensar o que se pode ensinar e o que se pode aprender. Aprendemos que o professor e tutores em EAD deve ser um mediador do saber. Ele se coloca no mesmo patamar que os seus alunos. Na verdade todos são cooperadores da criação do conhecimento e do saber... “apreender a aprender”.
Se compararmos a postura de Sócrates ao processo de aprendizagem na Educação Aberta e a Distância, pode-se deduzir que o trabalho do professor seja apenas fazer com que o aprendiz retome a verdade da qual se afastou por esquecimento, através do método chamado maiêutica. A metodologia EAD apresenta uma proposta educativa em que o professor assume uma postura na relação com o aluno. Pois ele deve ser apresentar como aquele que não possui o saber.
A contribuição de Sócrates (470-399 a .C.) para a filosofia, ao dedicar-se às questões humanas como a vida, a moral e o bem e o mal é tão evidente, que os filósofos são conhecidos como pré ou pós-socráticos. Na ética, conceituada como parte da filosofia que busca refletir sobre o comportamento humano sob o ponto de vista das noções de bem e de mal, de justo e de injusto esta contribuição não é menos relevante do que nas demais áreas dessa importante ciência que enfatiza o pensar crítico e racional. Ensinar que a ética não envolve somente costumes e leis exteriores, mas principalmente a convicção pessoal adquirida através da reflexão para compreender o que é justo, fornece elementos para uma ação eticamente correta diante das preocupações que o homem apresenta para consigo e com o seu agir.
Um dos questionamentos propostos no início deste estudo é se na educação atual e, em especial na Educação Aberta e a Distância, há espaço para se falar em uma educação emancipadora, e num método ensino aprendizagem que formem alunos críticos, criadores de conhecimentos e saberes, em parceria com os professores da disciplina ora estudada e com os tutores.
A educação, através dos processos de aprendizagem e de ensino, envolve a construção constante de informações e conhecimentos. Em uma sala de aula convencional, imagens e sons fazem parte desta troca: os estudantes vêem e ouvem o professor, o professor vê e ouve os seus alunos e os estudantes vêem e ouvem uns aos outros. A comunicação ocorre verbalmente entre professor e estudantes ou combinada com várias mídias, tais como um projetor de transparências, áudio e vídeo, projetor ligado ao monitor do computador e assim por diante.
Moran define a educação online como “o conjunto de ações de ensino aprendizagem desenvolvidas por meio de meios telemáticos, como a Internet, a videoconferência e a teleconferência”, destacando que a Educação a Distância é um conceito mais amplo. Por exemplo, um curso utilizando o correio tradicional para a troca de materiais entre professor e seus alunos é um curso a distância, mas não poderia ser caracterizado como um curso online.
A participação do aluno deve ser estimulada, da mesma forma que na versão presencial. A “postura crítica” na EAD pode tornar-se mais embasada na teoria, mas isto tem que ser construído. As dinâmicas de participação, no entanto, são distintas, como os próprios alunos identificaram em sua participação, nessa condição do curso a distância. O aluno passa a ter maior responsabilidade sobre seus estudos, pois o processo de aprendizagem é redefinido e apóia-se em uma maior autonomia do aluno.
Torna-se necessário ao aluno reservar um período do dia para realizar as suas atividades de estudo. Deve estar “ligado” nas atividades propostas pelo professor e nos comentários e informações “trocadas” nesta "nova sala de aula". A utilização de um ambiente virtual de aprendizagem para a realização de um curso a distância requer que os alunos participantes tenham principalmente, o habito a realizar atividades de estudo, ensino e pesquisa, isto é, sejam mais "AUTODIDATAS".
Alguns participantes do curso manifestaram que as diferenças substanciais entre alunos de cursos EAD e alunos de cursos presenciais não são muito evidentes ou que até que estas diferenças não são substanciais. Nesses cursos, o aluno não precisa prestar atenção quando não quer, porém precisa ter e se prestar a lidar com um computador, e a ler o material fornecido pelo professora e ir além... pesquisar outros materiais que sejam pertinentes a disciplina ora aplicada.
O perfil do estudante capacitado a ter sucesso na EAD como se conclui é o do sujeito em condições de ser o gestor de seu processo de aprendizagem.
Esta autonomia necessária ao estudante a distância envolve um processo de reflexão, quando o ser humano exercita sua liberdade em optar conscientemente por uma das possibilidades que se apresentam para sua escolha, pois o processo ensino aprendizagem dependerá muito mais do aluno e do seu desejo de aprender, ou desabrochar o conhecimento adormecido em seu interior.
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